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A influência das palavras sobre o seu destino

Por Victor Vieira

· ABaseOrg,Igreja Na Cidade,Victor Vieira

Texto Base: Tiago 3:1-9

Eventualmente, em nosso meio, algumas coisas acontecem e passam desapercebidas,

por serem consideradas acontecimentos pequenos. Entretanto, são coisas que não

condizem com o nosso posicionamento de discípulos de Cristo e que acabam nos

afetando.

Como um grande pastor, Deus se importa com todos os aspectos da nossa vida,

inclusive com as pequenas palavras que saem da nossa boca. Assim, a Bíblia estabelece

o controle—ou a reflexão antes de emitir qualquer fala—como um definidor do seu

destino, no relacionamento com o Pai ou com irmãos.

Comecemos, portanto, estabelecendo o princípio de que a fala é algo crucial para que

os nossos relacionamentos possam crescer.

A arte de dominar a língua

As palavras têm tanta influência sobre nós e há tanta possibilidade de erro que a carta

de Tiago é enfática ao afirmar que todos tropeçam (Tg. 3:2), ou seja, todos cometem

equívocos quando o assunto é dominar a própria língua.

O texto também deixa claro que quem consegue lidar com a sua língua tem vantagens

nos aspectos de relacionamento e no direcionamento, como um propósito, que você

estabelece em sua vida.

Os exemplos aos quais somos expostos estabelecem um paralelo que acaba com

qualquer pretensão de tentar justificar o tropeço através do seu tamanho.

Primeiramente, Tiago fala do cavalo que, com o freio na boca, pode ter seu corpo todo

controlado. Isso nos ensina que as pequenas coisas importam e fazem diferença no

nosso cotidiano e na nossa existência atual e futura. Depois, vemos o navio, que, por

maior que seja, é dominado por um pequeno leme, o qual é orientado com base no

seu propósito, no seu destino.

A soma dos dois aspectos de uso da palavra influencia o seu destino. Pensando nisso, é

possível definir 4 dinâmicas que devem ser adestradas e colocadas sob o senhorio de

Cristo: as nossas palavras, opiniões, conversas, e conclusões.

As palavras

Deus criou todas as coisas através do poder da palavra. Tal qual, as

palavras continuam tendo poder em nós, para construirmos ou destruirmos os nossos

relacionamentos e as realidades que nos cercam. Por isso, se não convertermos

nossas palavras negativas em positivas, vamos destruir tudo o que foi criado.

Precisamos de adotar e enfatizar um estilo de vida que é delimitado pela palavra de

Deus e de sermos arbitrários com as nossas palavras. Mesmo que, na nossa rotina, os

nossos planejamentos estejam dando errado constantemente, precisamos ver os lados

positivos das situações, baseado na fé que temos no Pai e no futuro pensado por Ele e

sob o senhorio Dele.

As opiniões

Há uma máxima que afirma que “as suas opiniões falam mais sobre você do que sobre

o objeto alvo de sua opinião”. Ou seja, é possível definir um indivíduo como otimista

ou pessimista através do que ele diz, e isso faz diferença no seu destino, nos

relacionamentos com os irmãos, etc.

Este é um exercício que demanda um certo nível de maturidade, e a forma mais segura

de você ser maduro no emitir de opiniões é expressando opiniões bíblicas. Trata-se,

novamente, de sair do centro, colocar Deus no foco, e fazer a pergunta: o que Ele

pensa sobre isto?

É fato que devemos adotar como verdade a ser visitada e revisitada todos os dias, em

todos os momentos em que estamos na eminência de dar uma opinião, que a opinião

de Deus é mais importante que a minha.

Você determina para onde vai, qual caminho seguir, quando você define a sua opinião

a cerca do casamento, sobre os seus pais, a Igreja, e por aí vai. A grande questão, aqui,

é ser maduro e colocar Deus no centro da sua reflexão, buscando encontrar a opinião

mais importante sobre as coisas.

A solução é colocar todas as ansiedades diante de Deus; é falar com Ele antes de emitir

opinião.

Adotando essa postura de observar as circunstâncias sob a ótica da opinião de Deus,

temos mais possibilidades de desenvolvimento. Afinal, andamos quando temos

perspectivas boas sobre o que Deus está fazendo agora e sobre o futuro que Ele tem

para a gente.

As conversas

O homem tem seu destino influenciado por suas conversas. De que conversas você

costuma participar? Que conversas você tolera?

Como baliza, você pode se questionar nas seguintes questões:

  1. Quando está falando sobre alguém, você teria coragem de falar na sua presença a mesma coisa que estava comentando na sua ausência?
  2. Você teria coragem de falar com o microfone na mão o que fala no particular?

Esse é um ótimo limitador para que passemos a tratar assuntos relacionados aos

nossos irmãos munidos de honra e respeito. O jeito certo de tratar o irmão é falando

diretamente com ele—o que passar disso é fofoca.

As conversas devem ter um propósito, o qual é ser edificante. Nossas conversas

devem construir algo, devem levar ao crescimento pessoal, na sua intimidade com o

Pai, nos relacionamentos, etc. Para tal, é necessário que elas girem mais entorno de

ideias do que de pessoas, ou seja, não devemos avaliar as pessoas, mas possibilitar que

elas saiam dali com mais sabedoria e mais amor.

As conclusões

A forma como você se relaciona com as conclusões que você tem a respeito de algum

assunto também define a sua vida e seu destino.

Quais são as suas conclusões a respeito da família, da Igreja, dos negócios, da

eternidade, da sala do trono, por exemplo? A resposta a essa pergunta definirá a sua

postura ante a qualquer questão.

Existem duas possibilidades de posicionamento em relação às conclusões. De um lado,

nós temos uma pessoa tacanha, que se fecha diante de qualquer nova possibilidade,

nega qualquer nova revelação. A pessoa que já pensou em tudo e já bateu o martelo

sobre todo assunto, adotando uma posição que atrapalha os relacionamentos.

De outro lado, temos aquela pessoa aberta à fascinação, a se encantar por algo novo.

A pessoa que se permite ter todas as suas verdades desconstruídas por um

relacionamento mais profundo com o Pai, independente da forma como aconteça, na

conversa com o irmão, na leitura de um novo livro, ou outro.

Qual é a postura que você adota para si? Será que você está mais decepcionado com

as pessoas, ou mais fascinado no quão bom o ser humano pode ser? Será que você

está mais pessimista ou mais otimista?

Tudo isso gira sobre a forma que enxergamos a vida, sobre os nossos comentários e

nossas perspectivas.

Nos versículos 6, 7 e 8, Tiago nos faz refletir sobre o mau uso da língua. A conclusão é

que é mais fácil controlar o fogo em um bosque do que reparar as besteiras, a

negatividade, mentira que sai da nossa boca.

As coisas para as quais você diz ‘sim’ ou ‘não’ determinam o curso da sua vida. Os seus

comentários e suas falas são definitivos. Sempre que o mau uso leva à não-edificação

da sua vida com Cristo, certamente, ali há influência do inferno.

Os meus frutos falam sobre o meu coração

“Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau;

porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como podeis vós dizer boas

coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.

O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do

mau tesouro tira coisas más. Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os

homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás

justificado, e por tuas palavras serás condenado.” (Mt. 12:33-37)

A Bíblia afirma que a árvore ruim dá frutos maus. O homem é definido pelo fruto.

Como uma pessoa má pode falar alguma coisa boa?

A boca fala a respeito do que o coração está cheio. Logo, a receita para ter sucesso na

vida é ficar com o coração cheio da palavra do Pai, ou seja, nada mais que a glória e a

vontade de Deus.

Jesus afirma que, na eternidade, vamos ser julgados pelas palavras que saíram da

nossa boca. Tudo que nós verbalizamos determina a condução das nossas vidas.

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