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O desafio de amar como Jesus amou

Por Victor Vieira

· Victor Vieira,ABaseOrg,Igreja Na Cidade

 

“E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

Este é o primeiro e grande mandamento.

E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”

Mt. 22:37-40

 

Neste importante texto, são lançados o curso da nossa vida e parâmetros para que possamos nos relacionar. Meu interesse é te ajudar em sua jornada, para que você entenda a real fonte de amor e realização e para que o amor de Jesus por você possa te inspirar a amar os outros.

Queremos fortalecer nossos grupos pequenos, porque eles são fundamentais para nossa existência. O custo de não ser um discípulo é muito pior do que o custo de ser um. Quando vamos às igrejas na cidade, estamos economizando energia, focando no que realmente importa.

O amor verdadeiro

Falamos de amar a Deus e de amar ao próximo—isso tudo é muito lindo. Todos concordam e acham legal, mas como funciona na prática?

Muitas pessoas se relacionam e o que eles chamam de amor, geralmente, é um engano, uma falsa fonte de realização. O amor, na verdade, é definido no caráter e obra de Jesus. Ele não é um sentimento que alguém tem ou sente dentro do estômago. Precisamos redefinir amor, centrando-nos na pessoa de Jesus, no que Ele fez e no exemplo que Ele deu.

Em tese, todos nós amamos—se não formos entrar nos pormenores. Adoramos o mesmo Deus, estamos na mesma família e nossa obrigação é amar uns aos outros e se relacionar bem. A teoria todos sabem. A gente se abraça e fala um com o outro.

Na prática, o amor precisa ser pautado, direcionado a ser uma imitação de Jesus. O amor não é uma ilusão ou um conto de Hollywood. Mas ele é definido pelo exemplo da vida e obra de Jesus.

Se quisermos definir, veremos na Bíblia que Deus é amor. Todos dizem coisas diferentes, as versões são várias, mas Deus, apenas Ele, define o que é amor. Precisamos nos inspirar Nele para entendermos.

Quando temos isso em mente, precisamos entender que só seremos assim se recebermos Dele o amor. Ele nos amou primeiro (I Jo. 4:19).

Não temos outra fonte, senão o próprio Deus. Às vezes, nosso amor por alguém acaba, porque temos um limite com as pessoas. Isso é o máximo que podemos dar a elas, o que não é ruim, mas também não é o que Deus quer.

Se eu me esforçar muito, ainda estarei aquém do que poderia ser se a fonte fosse Deus. Quando você recebe amor de Deus, você o oferece de volta. O resultado de ser amado por Ele é amar o próximo como a mim mesmo.

O amor vai além de nossos limites

Por muitas vezes, nos sentimos frustrados ao nos encontrar com nossos limites. Quando vemos como as pessoas funcionam, passamos a selecionar os grupos com os quais vamos nos relacionar. Somos finitos, e isso é o resultado do perceber disso.

Jesus luta pela nossa vida como ela está com vista em nosso destino. Ele tem expectativas em relação ao nosso futuro. Deus te encontrou, nos encontrou. Não fizemos nada por isso. Foi Ele quem quis. Ele nos atraiu em nossa condição; não olhou para os nossos pecados, mas nos trouxe para perto. Ele investe em nós como somos.

Deus tem sonhos para mim e, se eu deixar a vida me levar, posso estar frustrando a pessoa mais importante para mim. As decisões que tomo precisam incluir a vontade Dele.

Quando não encontramos alguém que pode acrescentar algo à nossa vida, geralmente, colocamos esses relacionamentos em segundo ou terceiro lugar. Somos horríveis assim.

Precisamos entender que, ao se relacionar conosco, Jesus não esperou que melhorássemos de antemão, mas Ele nos amou onde estávamos, sem gerar mudanças, sem forçar nada.

Precisamos amar as pessoas onde elas estão—sem condições, imperfeitas e no processo em que estão. Não devemos querer forçar algo para amar a pessoa.

O amor é sacrificial

Segundo os valores de Deus, amar não significa ficar calado quando algo errado acontece. Jesus nunca negociou seus valores, não comunicou falso amor. Amou sacrificialmente. Ele levou pessoas a tomarem decisões corretas. Não se omitiu. O amor Dele sempre fez com que pessoas tomassem decisões.

Amar de verdade, da maneira como Jesus amou, inclui entrar em conversas que, inicialmente, são desagradáveis, mas que vão fazer com que a pessoa amadureça.

Devemos apostar nos improváveis. Se você crer no futuro de alguém tanto quanto Jesus creu no teu, então algo pode acontecer. Acreditar no futuro e presente de alguém é amar como Jesus.

Na cruz, Jesus lutou por nós. Ele não amou só de palavras, mas pagou um alto e necessário preço para que o amor Dele fosse provado real.

Se o seu amor não te custa nada, não é amor. O amor de Jesus (Ele morreu na cruz) diz: para um relacionamento funcionar, é necessário sacrifício, renúncia.

Se somos amigos apenas nos momentos bons, que tipo de amigos somos? Precisamos ser aqueles amigos que não saem correndo quando tudo fica ruim, mas oferecem a vida em favor de alguém.

O amor é humilde

Deus se tornar homem é algo inexplicável. Ele se tornou criatura. O fato de Deus ter sido feito carne para te buscar revela o tamanho da humildade que Ele tem. Ele te perseguiu para te ter.

Quão humilde é esse Rei, o Todo-Poderoso? Quão manso? Quando formos buscar alguém que precisa, devemos sempre ir por baixo. Jesus foi mais baixo que nós (morreu pelado numa cruz), que qualquer outra pessoa poderia ir. Ele fez isso por nós. Quando aplicamos o amor da mesma maneira que Jesus, precisamos beber de tal humildade.

O amor é constantemente zeloso

A vida de oração de Jesus por nós revela como Ele é comprometido com nosso destino. Ele não se sentou ainda para descansar ,mas está intercedendo por nós. Se Jesus não tivesse falado o teu nome na sala do trono, você não estaria onde está. Tudo isso é resultado da intercessão de Jesus por nós. Ele ainda luta por nosso destino.

Espero que esses exemplos sejam táticos para nós. Quando tivermos uma dificuldade, devemos olhar para Jesus. Somos voláteis no nosso amor a Deus, porque ele não passa de sentimento. O amor passa para outro nível quando tudo (roupa, agir, relacionamentos, e outros) for transformado em experiência que nos transforma e causa fascinação. Devemos nos entregar ao processo.

O próprio amor é uma experiência de transformação e fascinação. Não fale que ama a Deus se você vive de forma igual todos os dias. Tudo é fruto de amadurecimento. Precisamos entender que isso agrada a Deus.

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