Return to site

Ressurreição: O Amor Furioso da Cruz

Serie: As Excelências de Cristo por Eduardo Junior

· Igreja Na Cidade,ABaseOrg,Eduardo Jr

É impossível cristianismo sem cruz.

Para ser discípulo, Jesus diz: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc. 9:23). O principal valor da cruz no cristianismo está representado nisto, que é impossível seguir a Jesus sem negar a si mesmo e tomar a cruz.

I Coríntios 1:21-25

O lugar onde Jesus morre é uma ofensa à intelectualidade e sabedoria humana. A cruz (Deus em carne, o rei das nações, em vergonha, quebrado, moído pelas nossas transgressões) ofende a sabedoria dos gregos e a crença dos judeus.

Para os que acreditam no poder do Cristo, Filho do Deus vivo, que morre numa cruz e ressuscita no terceiro dia, a cruz é poder de Deus, e não loucura.

Quando nos convertemos e queremos mudar, precisamos negar a nós mesmos e tomar a cruz — apropriar-nos do que Cristo conquistou na cruz por nós. Ao nos apropriarmos dessa verdade, o orgulho cai por terra. É confiar no poder de Cristo.

Deus é amor 

Jesus tomou sobre si a irá de Deus que estava destinada a nós. Olhar para a cruz não é contemplar um símbolo religioso, mas ali foi quando Deus, em seu amor furioso, nos trouxe de volta para Ele. Precisamos entender essa grandeza.

Deus podia simplesmente ter decidido perdoar os pecados de toda a humanidade, mas a justiça humana não entenderia isso, porque não haveria quem pagasse pelos erros.

Jesus tomou sobre si as sentenças que deveriam estar sobre nós (I Co. 5:7 + Gl. 1:3-4), e apenas um homem perfeito poderia pagar pelos pecados.

Isso é consumado na cruz — eis a mensagem da cruz. Ele se tornou homem, se aproximou de nós, morreu pelos nossos pecados e nos trouxe para perto Dele de novo.

  • A cruz produz um fruto de humildade e gratidão. 

Nada poderia ser mais glorioso do que o que Jesus fez.

Aquele que fez paz entre homem e Deus: “E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus” (Cl. 1:20).

Éramos filhos da ira: “e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também” (Ef. 2:3).

  • A cruz revelava a santidade e o amor de Deus.

“Com deuses estranhos o provocaram a zelos; com abominações o irritaram.” (Dt. 32:16)

Israel era uma nação separada pelo Senhor, e quando eles se afastavam de Deus, a sua ira era acendida. No texto, entretanto, “o provocaram a zelo", porque Ele não nos criou para sermos separados Dele, para o pecado. Ele nos criou para relacionamento íntimo com Ele.

Na queda, estávamos separados, diferentemente do jardim. O amor de Deus planejou a reconciliação. A ira Dele é promovida pelo seu amor furioso.

No velho testamento (II Sm. 24 + Jr. 4), Deus vinha reaproximando o povo Dele. Em Romanos 1:18, Deus fica irado, mas a ira é seu amor furioso se revelando para reconciliar os homens consigo.

A cruz é a revelação do amor furioso de Deus para reconciliar os homens consigo

Deus quis perdoar os homens, e quis perdoar justamente. A ira que recaiu sobre Jesus era de justiça. O próprio Deus recebeu a ira de Deus e lavou nossos pecados. Graça e justiça se abraçam na cruz. Jesus nos substituiu e nos deu poder para nos tornar filhos de Deus.

Por que estamos aqui hoje? Por que nós adoramos a este Jesus? O que Ele fez que mudou o calendário da humanidade?

“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.

Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.” (Is. 53:4,6)

Por causa do seu, do meu pecado, estávamos separados de Deus, destinados à morte eterna, mas o amor furioso de Deus enviou o seu Filho para receber tudo que era para nós.

Podemos pensar na cruz como nosso destino — estar separado de Deus por causa do pecado, mas Jesus, tão amoroso, revelando o amor do Pai, pegou tudo. Isso é assustador. Com seu sangue, Jesus nos comprou de volta pra Deus.

“Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação.” (Ap. 5:9)

Você represente uma dessas tribos, línguas, povos e nações que Jesus comprou.

O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós.

Se isso não te faz amar mais a Deus, eu não sei o que pode te fazer amar, mas esta é a nossa certeza: fomos comprados por um amor furioso de um Deus que nos substituiu, em nosso castigo, e o castigo que cai sobre Ele nos traz paz.

All Posts
×

Almost done…

We just sent you an email. Please click the link in the email to confirm your subscription!

OKSubscriptions powered by Strikingly