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Ser discípulo de Jesus nos custa tudo

por Victor Vieira

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INTRODUÇÃO

Nós já conversamos a respeito dos custos de sermos discípulos de Jesus. Vamos refletir, então, sobre o ônus de não ser um discípulo de Jesus. Na verdade, esse cenário representa uma desgraça para você e para as vidas que estão à sua volta.

Quando os valores do Reino são interiorizados em nós e passam a ser soberanos, chegamos à conclusão de que precisamos arcar com as dívidas que deixamos para trás. As relações entre três personagens na carta de Filemom— Paulo, Onésimo e Filemom —mostram bem essa dinâmica.

Versículo 01: Paulo se colocando na posição de prisioneiro de Cristo;

Versículos 08 e 09: “Poderia mandar, mas apelo para o seu amor”. Espera-se que, na relação entre Obrigação e Amor, quando um discípulo faça algo por amor, ele faça mais do que foi pedido, que extrapole suas obrigações.

Versículo 10: “Inútil para você, filho para mim”. A atribuição de valor de Paulo sobre Onésimo.

Versículo 17: “Recebe-o como a mim mesmo”. Emprestar uma reputação a alguém que não tinha nenhuma. Quando encontramos alguém sem caráter, apostamos o nosso nome em favor deste.

Versículos 18 e 19: “Ponha na minha conta. Eu pagarei”. Paulo foi além do ideal, chegou à prática.

Versículos 20 e 21: Por amor a Deus vai fazer mais o que peço. E isso vai me reanimar.

Quando vemos essas coisas acontecendo, estamos vivendo a Igreja ao máximo.

NOSSOS DESAFIOS

Esta carta é sobre o caráter de uma pessoa que foi sendo renovada ao longo de décadas pela Glória de Cristo, e, no fim da vida, conseguiu replicar por amor ao Pai. Cada um dos três personagens já citados foi desafiado em algum aspecto de sua vida, e, na verdade, essa é a ideia do discipulado.

  • Paulo foi desafiado a comprometer a sua honra em favor do próximo, e “perdeu” o seu ajudante e filho. 
  • Filemom foi desafiado a perdoar como se nada houvesse acontecido, precisou receber um escravo como um irmão. 
  • Onésimo foi desafiado a voltar para um relacionamento que machucava: arriscou-se a voltar a ser um escravo.

Devemos trazer esses desafios para a nossa vida diária. No nosso relacionamento de amor ao Pai, amamos ao próximo, e esse próximo com certeza vai fazer alguma coisa errada. Nesta hora, devemos ser como Paulo e Filemom. Essa é hora de comprometer a nossa honra e perdoar como se nada houvesse acontecido.

Essa é hora de comprometer a nossa honra e perdoar como se nada houvesse acontecido.

As situações doentes são oportunidades de dar frutos. A palavra de Deus nos ensina a perdoar e estabelece em qual medida seremos perdoados, que é exatamente a medida em que perdoamos.

O modelo de perdão está em Mateus 18. A motivação para o perdão tal como o desse texto da Bíblia está em pensar de forma sincera: “Quão impagável era a minha dívida! Mesmo assim Deus me perdoou, com seu amor incondicional!” Esse é o nosso desafio: ser como Filemom. Ele perdoou, e com isso experimentou e viveu o Reino do Pai.

A palavra de Deus nos ensina a perdoar e estabelece em qual medida seremos perdoados, que é exatamente a medida em que perdoamos.​

O nosso desafio, também, é ser como Onésimo, que saiu da escravidão e chegou em uma posição de destaque ao lado de uma grande autoridade eclesiástica da época, Paulo—o que poderia ser considerado como o ápice da vida para muitas pessoas.

Mas Paulo leva Onésimo a uma reflexão sobre ser discípulo de verdade e obedecer ao Senhor custando o que custasse, mesmo que seja se lançar, mesmo que seja encarar as questões passadas, mesmo que seja voltar a ser escravo.

CONCLUSÃO

Obedecer é condição inegociável. Quando obedecemos, vencemos traumas, achismos, ansiedades, etc. Quando Onésimo obedeceu, ele galgou níveis mais altos de autoridade e se tornou presbítero na cidade de Colossos.

Versículo 20: Através da nossa vida e da nossa prática, e também da nossa postura obediente frente a tais desafios, viver a igreja ao máximo e animar outras pessoas é o que devemos fazer.   

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